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Apesar de todos os grampos, demissões, dúvidas, reações indignadas, nada muda na liquidação dos ativos do govêrno. A surdez dos condutores da política econômica terá consequencias muito graves no futuro.


JB 03/12/98

Plano de venda das elétricas não muda

MÔNICA TAVARES


BRASÍLIA – O processo de privatização de Furnas, Eletronorte e Chesf, marcado para o primeiro semestre de 1999, está mantido pelo governo. O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, disse ontem que não acredita que a venda dos ativos possa ser prejudicada pela saída de André Lara Resende e de Pio Borges, da presidência e da vice-presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).


"O deslocamento de Fernando Perrone, diretor da área de Infra-estrutura do BNDES, para conduzir o Programa de Desestatização sinaliza de que não existe problema", disse Firmino. Destacou ainda que a política de privatizações do governo é elaborada pelo Conselho Nacional de Desestatização. "O BNDES e a Eletrobrás são executores do programa".


Firmino Sampaio tem expectativa de que dois grupos disputem o leilão da Ceal (Companhia Energética de Alagoas), marcado para hoje, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O preço mínimo estabelecido pelo governo foi de R$ 313 milhões.


O presidente da Eletrobrás entrega amanhã, ao ministro das Minas e Energia, Raimundo Brito, o balanço das privatizações realizadas pela empresa este ano. Quanto ao orçamento da companhia para 1999, ele disse que "não houve um corte significativo". Serão investidos no próximo ano R$ 2,4 bilhões, contra R$ 3 bilhões em 1998 e de R$ 2,4 bilhões em 1997. Deverão ser contruídos os segundo e terceiro trechos da linha de transmissão de Itaipu.


O Eximbank do Japão libera este mês a primeira parcela do financiamento para a construção da linha de transmissão de energia Norte-Sul, no valor de US$ 160 milhões. A outra parte, disse o presidente da Eletrobrás, deverá ser depositada até março de 1999.

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