CPI do Setor Elétrico

CPI do Setor Elétrico acaba sem ter iniciado

BRASÍLIA. Após 120 dias sem funcionar e sem pedido de prorrogação de prazo, a CPI do Setor Elétrico, que pretendia investigar a privatização realizada pelo governo passado, perdeu a validade ontem e deixou de funcionar. Durante o período, sequer elegeu presidente.

A comissão foi criada em 16 de março e instalada em 4 de maio. Governistas chegaram a usá-la como forma de pressionar a oposição a desistir da CPI dos Correios, mas o governo acabou desistindo, por medo de mexer numa área tão sensível, o que poderia prejudicar os investimentos no país. Como ninguém mais tinha interesse nela, a CPI acabou caducando.

Mas, em vez de reduzir o número de CPIs, na verdade a Câmara ganhou outras três ontem. Uma delas, proposta pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), vai investigar os contratos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e empresas de telefonia de 1997 a 2003.

Outra CPI, pedida pelo deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), vai apurar invasões feitas pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) a fazendas e imóveis urbanos. A terceira, proposta pelo deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ) em 2003, vai investigar quadrilhas que esquentam veículos roubados em outros países. (O Globo 18/8) 

Comentários

O momento não parece ser propício para mais uma CPI, mas seria oportuno que, em outro contexto, se investigasse o que ocorreu durante as privatizações das elétricas no governo passado.

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