É difícil de acreditar: Esqueceram de incluir a Eletronuclear no MAE!!!! Imaginem outras coisas esquecidas! Eletricidade, a grande preocupação do Governo em 2001 Rio de Janeiro, 11 – O abastecimento en …

É difícil de acreditar: Esqueceram de incluir a Eletronuclear no MAE!!!! Imaginem outras coisas esquecidas!


Eletricidade, a grande preocupação do Governo em 2001

Rio de Janeiro, 11 – O abastecimento energético do País em 2001 é uma das principais dúvidas do mercado, diante de uma economia que promete crescer mais de 4%.


O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, garante que não haverá problemas de fornecimento de energia elétrica, petróleo e álcool combustível em 2001, mas ainda existem obstáculos para transformar esta garantia em realidade. Será preciso confiar, por exemplo, nas chuvas para garantir água para as hidrelétricas, na conclusão das usinas térmicas, na queda do preço do petróleo e na safra de cana-de- açúcar.


O presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Mário Santos, admite que, no próximo ano, a geração de energia dependerá das chuvas. Caso caia uma quantia de água equivalente a 90% da média histórica, estará afastado qualquer risco de racionamento. Como a produção de eletricidade depende em grande escala das chuvas, Santos diz que o País dependerá ”da ajuda de Deus”.


O presidente do ONS comparou o reservatório de uma usina ao tanque de combustível de um carro. ”Quando o motorista vai fazer uma viagem, ele passa num posto e enche o tanque para que a gasolina seja suficiente para chegar ao destino”, disse. ”Os reservatórios são algo parecido e, ao se aproximar do fim da quantidade de água, não havendo chuva para enchê-lo, aumenta-se o risco de faltar energia.” Otimismo.


Ainda assim, ele diz que o setor atenderá a demanda da indústria. Santos explicou que este ano o País contou com um aporte de 2.500 megawatts (MW) de eletricidade, quer seja da importação de energia da Argentina ou da entrada em operação da Usina Nuclear Angra II e da Usina Termelétrica da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (RJ). Na avaliação de Santos, este acréscimo de energia compensará a redução dos níveis dos reservatórios nas principais bacias hidrográficas. A previsão é de que a quantidade de água dos depósitos das usinas chegue a 20%, ou seja, dois pontos percentuais acima dos 18% verificados no fim de 1999.


O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, explicou que o abastecimento este ano está assegurado mesmo que haja um significativo crescimento da demanda. Segundo Abdo, a agência vem buscando incentivar também empreendimentos em fontes alternativas de produção de energia. Segundo ele, a Aneel já autorizou a construção de pequenas centrais hidrelétricas e usinas térmicas movida a combustíveis fósseis ou bagaço de cana e licor negro. Juntos, estes empreendimentos vão permitir um acréscimo de 4.423,4 MW de energia ao parque nacional.


Para o diretor da agência, a entrada em funcionamento das usinas hidrelétricas de Manso (MT) e de Lajeado (GO), no próximo ano, irá desafogar o parque de geração. Segundo Abdo, incluindo os projetos térmicos e as hidrelétricas, o País contará com mais 4.000 MW de energia em 2001. O governo conta com a entrada em operação de 10 usinas térmicas a gás, que só deverão iniciar sua operação a partir de junho, ainda assim, sem a carga total. Na outra ponta de energia está o acompanhamento que vem sendo feito pelo Governo quanto ao consumo de combustíveis e à cotação do preço do barril do petróleo. O Governo espera que o valor do barril caia para cerca de US$ 25, o que pode manter sem atropelos fiscais a importação. A economia aquecida levará ao aumento do consumo de derivados. Não há, porém, expectativa que a produção nacional possa suprir a demanda crescente.


Uma das opções para suprir este crescimento é voltar a adicionar 24% de álcool a gasolina. A crise do setor sucroalcooleiro, porém, deverá continuar nos próximos anos, pois no entender do Governo e do setor privado, ela não se encerrou com as recentes medidas anunciadas para aumentar a oferta do produto no mercado. ”A próxima safra não nos deixará tranqüilos”, avisa o presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), Eduardo Pereira de Carvalho. Segundo dados do Ministério da Agricultura, a safra 2000/2001, terá uma queda de 22% em relação à anterior. Deverão ser colhidas 260 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, contra as 305 milhões de toneladas da safra 1999/2000. Com isso, estima-se que a produção de álcool se reduza de 13 milhões de metros cúbicos este ano para 12,3 milhões. Risco de especulação. Ainda assim, o Governo não está preocupado se esta produção menor será capaz de atender à demanda ao longo de 2001. Tanto os produtores quanto o ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, acreditam que haverá álcool suficiente para atender às necessidades do País. Os técnicos temem o risco da especulação. Eles já sabem que não haverá excesso de produto, o que estimula movimentos especulativos. Como parte dos 900 milhões de litros de álcool dos estoques reguladores oficiais serão vendidos nas próximas semanas para reduzir os preços, a situação ficará mais delicada em 2001. ”Pequenas variações de quantidade do álcool podem ter um efeito enorme sobre os preços”, admitiu o presidente da Unica. Este ano, o Governo tem convicção de que os aumentos de agosto foram fruto de pura especulação. Em plena colheita da safra, entre junho e julho, o preço do litro do álcool subiu 33%, passando de R$ 0,3939 para R$ 0,5235. ”O problema foi a concentração do álcool em poucas usinas, que seguraram estoques, forçando altas de preços”, disse um técnico do governo. Além disso, Pratini de Moraes lembrou que a produção de álcool no Brasil depende muito da cotação do açúcar no exterior, que está subindo. ”Sempre vamos ter de ficar atentos aos preços do açúcar no mercado internacional, como ocorre com o petróleo”, disse. Fonte: Jornal do Commercio



Furnas não paga e lança incerteza sobre o MAE


São Paulo, 13 – O recém-inaugurado Mercado Atacadista de Energia (MAE) atravessa a primeira crise de credibilidade. As empresas não têm certeza de que receberão a maior parte dos R$ 670 milhões correspondentes aos negócios fechados entre julho de 1999 e julho de 2000, quando o mercado era regido por regras definidas pelo governo federal. Do total, R$ 379 milhões vencem no dia 18, e a maior parte corresponde a compromissos contraídos por Furnas. Como outros R$ 175 milhões devidos pela estatal desde o segundo semestre de 1999 ainda não foram pagos, os participantes têm dúvidas se irão receber os recursos. ‘A empresa nem reconhece os débitos em atraso’, diz André Teixeira, vice-presidente da Coelba. Um exemplo concreto da insegurança do mercado foi o comunicado que a distribuidora Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) enviou aos parceiros, informando que deduzirá das faturas a pagar os créditos em atraso não recebidos. Fonte: Investnews (Maria Angela Jabur)

FURNAS ALEGA QUE ANGRA II É RESPONSABILIDADE DE ELETRONUCLEAR

Após um dia inteiro de especulações, Furnas anunciou, em nota de esclarecimento, que a dívida adquirida no "spot" do Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE) não é de sua responsabilidade. Segunda a nota, a dívida se deve ao fato de o prazo de entrega da usina nuclear Angra II não ter sido cumprido. A diretoria de Furnas afirma que "transferiu à Eletronuclear, também controlada pela Eletrobrás, todos os ativos associados às atividades nucleares, aí incluída a Usina de Angra II".


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciará, em 18 de Setembro, audiência pública para discussão de novas regras impostas ao mercado elétrico. Segundo a Aneel, o caso Furnas deve ser solucionado pela Administradora de Serviços do MAE (Asmae) que tem regras próprias sobre este mercado. A Asmae fará hoje entrevista coletiva de esclarecimento.

ANEEL: Queda de energia soma 16,9 horas em 12 meses até junho

Brasília, 13 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou há pouco o desempenho de qualidade de todas as concessionárias de energia do País. De acordo com os dados apresentados, o Brasil teve, em média, 16,9 horas sem fornecimento de energia entre julho de 1999 e junho deste ano. Essa marca registrou uma queda de 35% em relação a dezembro de 1996, quando, no acumulado dos últimos 12 meses foi registrada média de 26,1 horas sem fornecimento. As informações são do diretor geral da agência, José Mário Abdo, que explicou que a meta é atingir o máximo de 6 a 8 horas sem energia no período de um ano. Com relação à frequência dessas interrupções, foram registradas, na média Brasil, 15,3 interrupções de energia, no acumulado de 12 meses encerrados em junho desse ano. O número de interrupções também teve queda expressiva de 30% se comparado às 21,9 quedas de energia registradas no acumuldado dos 12 meses com relação a dezembro de 1996. Para esse indicador o ideal é que as empresas atinjam em torno de 5 interrupções em 12 meses. Fonte: InvestNews da Gazeta Mercantil (Camila Matias/PQ/MMS/CD)










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