ESTRANHOS PREÇOS ONS vê risco menor de desabastecimento no Brasil Brasília, 10 – O risco de desabastecimento de energia no Brasil em 2001 deverá ficar entre 5% e 6%, de acordo com o ONS (Operador Nacional do Sist …

ESTRANHOS PREÇOS


ONS vê risco menor de desabastecimento no Brasil

Brasília, 10 – O risco de desabastecimento de energia no Brasil em 2001 deverá ficar entre 5% e 6%, de acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Segundo o presidente do ONS, Mário Santos, o índice foi reduzido em relação à previsão de 8%, divulgada há cerca de 15 dias, devido ao volume de chuvas, principalmente na região Sul. A projeção havia atingido até 12% há alguns meses. Ele explicou que, atualmente, os reservatórios do Sudeste-Centro-Oeste, que são os principais do sistema elétrico do país, estão com 29% da sua capacidade, o que representa uma potência de 46.504 MW. A expectativa do ONS é de que os reservatórios atinjam 32% da sua capacidade no final de dezembro. Santos explicou que, no final desse mês, o percentual deverá cair para aproximadamente 27% em decorrência do fluxo ainda irregular de chuvas, que deve ser recuperado em dezembro. "Em 1999, chegamos ao final do ano com 18% da energia armazenada nos reservatórios. Isso mostra que estamos trabalhando com uma margem de segurança, que garantirá o abastecimento esse ano e reduzirá os riscos para 2000”, disse. Fonte: FolhaNews (Patricia Zimmermann)

Preços do MAE setembro outubro
SUDESTE 156,11 99,71
SUL 175,99 3,00



Muito estranho uma oscilação de preços dessa ordem:


Em primeiro lugar, o nível de preços do MAE denuncia o descompasso entre oferta e demanda. É bom lembrar que os R$ 99,71 de outubro representam aproximadamente um preço 3 vezes maior do que a tarifa de geração média no sudeste. Quem conhece o sistema sabe que a capacidade de transferência de energia entre sul e sudeste é bastante significativa, apesar de ainda haver limitações. É muito estranho que a tarifa do SUL despenque de R$ 175,99 para R$ 3,00 enquanto o preço no SUDESTE permanece no entorno de R$ 100,00. Sistemas com interligações fortes, tendem a equalizar seus preços. Não dá para entender essa diferença. Observando as declarações do ONS quanto ao risco e observando os preços do MAE, dá para conjeturar alguma coisa: Estamos muito desconfiados da importância que se está dando a situações futuras do abastecimento na gestão dos recursos energéticos do sistema. O preço calculado pelo MAE é resultante dessa avaliação de futuro. O parâmetro importante nesse processo é o custo do déficit. Para se ter uma idéia da ordeem de grandeza desse valor o Canadá e Estados Unidos atribuem ao desabastecimento energético um valor de US$ 3000 para cada MWh. Muito embora o evento déficit futuro seja ponderado pela probabilidade de ocorrência e pela taxa de desconto, um valor da ordem de milhares de reais pesa no cálculo do preço spot. As oscilações de preço da tabela cima são indícios que essa valoração não está correta. A última avaliação do custo do déficit no Brasil se situava no entorno de US$ 1500. Não sabemos que valor está sendo adotado no MAE. Um valor baixo resulta numa operação predatória e arriscada.







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