É incrível como uma combinação de notícias desvenda o que está por traz da nova ordem econômica do setor elétrico. Empresas têm razão em pedir aumento de ta …



É incrível como uma combinação de notícias desvenda o que está por traz da nova ordem econômica do setor elétrico.




Empresas têm razão em pedir aumento de tarifa, diz Abdo

BRASÍLIA, 11 – O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mario Abdo, afirmou na sexta-feira que as concessionárias de energia têm razão de reinvindicar o repasse para os consumidores do aumento da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), ocorrido em fevereiro passado. Até então, o aumento de 2% para 3% da alíquota da Cofins podia ser abatido da Contribuição Social do Lucro Líquido (CSLL). Na quinta-feira, porém, a equipe econômica voltou atrás. "Enquanto foi possível descontar o aumento da Cofins, conseguimos evitar o aumento", observou Abdo. O diretor da Aneel não confirmou se haverá reajuste de tarifas, mas disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que os pleitos das empresas serão analisados pelo órgão regulador. Ele explicou, ainda, que o reajuste de tarifas pode acontecer em dois casos: no aniversário do contrato de concessão, que é revisto anualmente, e por meio de um pedido de revisão tarifária, que pode ser feito a qualquer momento. Fonte: InvestNews (Camila Matias/AB)

O belo dividendo das privatizadas

São Paulo, 6 de outubro de 1999 – As companhias privatizadas estão pagando uma remuneração ao acionista acima do mercado. Neste ano, o ganho médio do acionista medido pelo ‘dividend yield’ (relação entre o dividendo distribuído e o preço da ação) está em 8% considerando as companhias mais negociadas em bolsa. Já as empresas que passaram do setor público ao privado pagaram até 20,54% de remuneração ao acionista, como é o caso da Polialden, segundo dados levantados pela Economática. A privatização deu novo fôlego à política de dividendos. Companhias que antes da desestatização nem distribuíam dividendos estão pagando até mais de 100% do lucro. Essa política mais agressiva pós-privatização foi possibilitada pelo aumento da lucratividade, mas contou com um outro fator de igual importância: a necessidade de capitalizar os novos controladores e amortizar financiamentos feitos para a compra da empresa. Fonte: Invest News (Lucia Rebouças e Nelson Rocco)

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