Privatização pressionou a dívida pública
Monitor Mercantil 19/05/2000
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, admitiu que o processo de privatização foi um dos principais responsáveis pelo salto de R$ 38,9 bilhões no estoque da dívida mobiliária.
Ao participar do debate "O equacionamento da dívida pública", na Câmara de Comércio Americana (AmCham), Bier afirmou que o saneamento das estatais antes de serem vendidas ao setor privado pressionou a dívida pública, pela emissão de títulos públicos, para financiar esse processo. Ele respondeu a várias perguntas sobre a capacidade do governo de honrar o pagamento dessa dívida.
Bier afirmou que o governo pretende retomar a queda de 1% ao ano do índice que mede a relação da dívida pública em relação ao PIB, para chegar a 46,5% até 2003
Após admitir que os juros continuam elevados, alegou que o único compromisso de metas com o FMI é com o resultado primário (exclui gastos financeiros). No primeiro trimestre, este superávit foi de R$ 5,66 bilhões, mas o objetivo é chegar a 2003 em 2,5% do PIB ou R$ 22,5 bilhões.
Ele repetiu o discurso oficial contra o suposto déficit da Previdência, incluindo o setor público e o INSS, sem mencionar que o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) retêm 20% do orçamento da seguridade social, para pagamento de juros.
Quem lembra das justificativas para as privatizações?
Liberar recursos para a educação e saúde!
Desonerar o estado!
Cuidar das questões sociais!
Bla, bla, bla….
Como vemos ao lado, a privatização nem para isso serviu. Dito pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda!
Muito pelo contrário, provocou desemprego, encareceu dramáticamente todos os serviços, piorou a qualidade, favoreceu grupos empresariais promíscuos com o govêrno produzindo milionários da noite para o dia.
Quanto ao setor elétrico, ainda vai provocar muito sofrimento à sociedade brasileira. Dito pelo ILUMINA!