Dilma rejeita antecipação de 2010 (*)
Samantha Maia, Valor
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| Sobre críticas de que o governo tem feito indicações políticas para cargos técnicos, a ministra defendeu que é importante haver critérios políticos na escolha de um gestor. Segundo Dilma, as nomeações fazem parte de uma visão estratégia de governo, e por isso precisam combinar as qualidades técnicas e políticas dos nomeados. “Pensar que é possível ter uma gestão apenas técnica é uma ingenuidade tupiniquim. A solução não está nos manuais”, disse. Na defesa dessa mescla de atributos, ela mesma definiu-se como uma ministra “anfíbia”, que está entre técnica e política. “Não fiquei três anos na cadeia por questão técnica”, disse, ao mesmo tempo que defendeu seus estudos em economia. Dilma foi presa durante a ditadura militar por oposição ao regime. |
| Ela negou, porém, que faça indicações pessoais, como é sugerido no caso da nomeação de Maria das Graças Foster para a diretoria de Gás e Energia da Petrobras, uma área que recebia indicações do PMDB. “Sou uma assessora do Lula. Não tenho iniciativas pessoais”, disse. Essas nomeações teriam acarretado inclusive a rejeição da medida provisória que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, ocupada por Mangabeira Unger, pela bancada do PMDB. |
O partido agora espera novas nomeações em estatais, e Dilma garantiu que dentro da política de coalizão, o PMDB poderá ter novos cargos no governo desde que indicações tenham perfil adequado para a função a ser exercida. “Nossa relação com o PMDB é programática. Mas isso não quer dizer que o partido não possa assumir cargos”, disse. (*)N.E.- do texto original publicado no jornal Valor Econômico, deixamos apenas a parte final, referente às indicações para cargos em estatais. |