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Apesar da boa notícia do aumento das chuvas nas cabeceiras dos rios, o racionamento é uma ameaça concreta nos próximos anos. O que a imprensa não diz é que essa perspectiva não depende do regime pluviométrico apenas. Afinal, a grande "caixa dágua" não recebe incrementos desde a privatização do setor.


Abrace: país pode ser obrigado a racionar energia em 2000

SÃO PAULO, 16/11/99 – As chances de o Brasil ser obrigado a enfrentar um racionamento no consumo de energia elétrica em 2000 são de 20% no mínimo. Os cálculos são de Paulo Ludmer, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace). Ele afirma que este ano o racionamento foi evitado com o uso de artifícios que diminuem a qualidade da energia fornecida porque provocam alterações em variáveis como tensão e freqüência. Antes do racionamento, porém, os consumidores poderão ser surpreendidos por novos blecautes, principalmente em horários de pico de consumo. Fonte: Agência O GLOBO (Cristina Canas)

ENERGIA: País precisa de 18% de incremento até 2002,diz Carraro

BRASÍLIA, 12/11/99 – O secretário de Energia do Ministério das Minas e Energia, Benedito Carraro, afirmou ontem que o País precisa de 18%, em média, de incremento da oferta energia elétrica em todo o País até 2002. Isso equivale a mais 3 mil megawatts (MW) em relação ao que o Brasil produz hoje. Segundo ele, as reservas de gás no País são poucas. Dessa forma, ele ressaltou a importância da construção de mais usinas térmicas no território nacional. "São necessários 7 mil MW de térmicas até 2003", afirmou, ao abrir o seminário "Gás Natural: Alternativa Energética para a Região Centro-Oeste". Carraro ressaltou que é fundamental que o Plano Plurianual (PPA) para atrair investidores ao País. O secretário disse ainda que em quatro anos o governo federal terá privatizado a área de transmissão do setor elétrico. Serão privatizados 5 mil quilômetros de linhas de transmissão por ano. Fonte: InvestNews (Camila Matias)


Alívio para hidrelétricas

São Paulo, 16/11/99 – O volume de água que chega aos lagos das principais hidrelétricas do País aumentou nos últimos dias. É o efeito das chuvas abundantes e localizadas em regiões ‘estratégicas’. Choveu no norte do Rio, sul do Espírito Santo e centro de Minas. Entre 5 e 11 de novembro, por exemplo, a afluência da água em Furnas aumentou quase três vezes, atingindo 567 metros cúbicos por segundo. Emborcação, no rio Paranaíba, deixou de perder 64 metros cúbicos para receber 241 metros cúbicos por segundo. Este quadro está revertendo a tendência que havia de queda nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas. ‘Os sinais ainda são poucos, mas eles começam a chegar’, comemora Mário Santos, presidente do Operador Nacional do Sistema (ONS). Fonte: Gazeta Mercantil (Maria Angela Jabur)


Itamar vai ao STJ contra a venda das hidrelétricas

BH, 12/11/99 – Depois das ameaças de desviar o Rio Grande alimentador da Hidrelétrica de Furnas e promover manobras militares na região, o governador Itamar Franco (PMDB) vai apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar não só a venda da Furnas Centrais Elétricas, mas de todas as hidrelétricas brasileiras. Até o início de dezembro o governo deverá impetrar recurso provavelmente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no STF questionando a internacionalização das águas brasileiras através das privatizações das geradoras de energia. Ao recorrer diretamente ao STF, o governo quer ganhar tempo e deixar a decisão, desde já, para a última instância do Judiciário.


A criação da Agência Nacional de Águas (ANA) em trâmite no Congresso Nacional , que determina o controle do uso da água por comitês que vão incluir prefeitos, usuários e autoridades estaduais e federais, também será questionada na ação. O argumento é de que as águas devem ser geridas pelos governos federal e estadual, e não por uma agência. Assinarão a ação os advogados Carmem Lúcia Antunes Rocha, Tereza Cristina Peixoto Reis e Marcelo Cerqueira todos membros da comissão que elaborou, a pedido do governador, documento com cinco mil páginas condenando a venda de Furnas. O dossiê apontou a inconstitucionalidade da privatização da estatal ao ferir o artigo 1.º da Constituição Federal, que trata da soberania nacional. Se vendermos as usinas, estaremos vendendo toda a água do País , justificou o presidente da comissão, José de Castro Ferreira. Fonte: Estado de Minas (Isabella Souto)



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