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Aguardem! O ILUMINA vem chamando atenção da proximidade de um racionamento há bastante tempo. O que as notícias não revelam é que os reservatórios estão baixos não apenas pela seca, mas também pela falta de novas usinas. E porque será que não há novos investimentos? Onde estão os recursos? Estão financiando a compra de usinas existentes que não acrescentam 1 só kWh! E mesmo assim não são recursos privados! São recursos públicos!!! A população não saberá a quem reclamar pois, como revela a pesquisa, pensa que a ANEEL é uma empresa alemã! Talvez seja mesmo….
Falta de chuvas preocupa o setor energético
São Paulo, 8/11/99 – A falta de chuvas está preocupando o setor energético nacional já que os reservatórios das principais hidrelétricas do Norte, Nordeste e Sudeste, estão com suas reservas abaixo dos níveis normais por causa da seca. A chegada das chuvas é esperada ainda para este mês, salientam estudos da Eletrobrás e do Operador Nacional do Sistema de Energia Elétrica (ONS) e outros.
As três hidrelétricas da Companhia do São Francisco, estão com seus níveis baixíssimos: Três Marias com 17,94% da capacidade;
Sobradinho, considerado o maior reservatório de água do Nordeste, está com apenas 12,70% de sua capacidade ocupada; e Itaparica, com 43,01%. No Norte do país, a situação não é muito melhor: o Rio Tocantins, com o reservatório da hidrelétrica de Serra da Mesa, está com 34,10% de sua capacidade; e a de Tucuruí com 29 55%.
Na região Sudeste, no Rio Grande, a hidrelétrica de Furnas tem 12,86% de seu reservatório ocupado; Marimbondo, com 11,73%; e a de Água Vermelha, com 23,70%.
No rio Paranaíba, a hidrelétrica de Emborcação, com 25% da capacidade do reservatório; na de Nova Ponte, 32,86%; a de Itumbiara, com 11 96%; e a de São Simão, com 41,85%.
No rio Paraná, a hidrelétrica de Ilha Solteira, tem 12 70% do seu reservatório ocupado. Porcentual semelhante, não divulgado, deve ser o de Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo.
No Rio Tietê, a hidrelétrica de Três Irmãos com 12,8% de sua capacidade; a barragem de Barra Bonita, com 31,83% da capacidade; e Promissão com 17,08%. Fonte: Diário do Grande ABC
BNDES financiou AES na Cemig
ROSELENA NICOLAU
BELO HORIZONTE – O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) já havia financiado a vencedora do leilão da Cesp Tietê, a AES Corporation, na venda das ações ordinárias da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Junto com o Banco Opportunity, liderados pela Southern Electric Brasil Participações, a AES teve um ano de prazo para pagar 50% do total do leilão, tendo como avalista o BNDES. Os outros 50% resultantes do negócio em Minas, mais de R$ 500 milhões, foram financiados também pelo BNDES por um período de 10 anos.
O ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB), responsável pelo processo de alienação das ações disse que o financiamento do BNDES aos compradores das ações da estatal, correspondente a 100% no primeiro ano após a negociação, "surgiu das mesmas regras de outros estados".
A operação de venda das ações da Cemig começou quase dois anos antes do leilão, também com a participação do BNDES. Num processo, considerado pelos deputados que aprovaram o relatório de uma CPI na Assembléia Legislativa uma artimanha que feriu os direitos dos sócios minoritários, o governo mineiro vendeu, no início de dezembro de l995, ações ordinárias e preferenciais da estatal energética para a também estatal Minas Gerais Participações (MGI).
O BNDES foi financiador da operação. Na liquidação do leilão, o estado recebeu uma nota promissória da Southern Electric Brasil Participações, no valor de R$ 508 milhões, avalizada pelo BNDES. O montante correspondia a 50% do valor pago pelas debêntures – ou ações da Cemig. Para a nota promissória, foi fixado o prazo de vencimento de um ano, sem juros ou acréscimos.
Os outros 50% do apurado no leilão foram também financiados pelo BNDES, pelo prazo de 10 anos, com juros de 3,35%, "taxa imensamente menor do que qualquer outra no mercado brasileiro", diz a CPI. Outro "absurdo", afirma o presidente da CPI, deputado Adelmo Leão (PT), foi o fato de, antes mesmo de quitarem a primeira promissória, os estrangeiros terem recebido dividendos da Cemig. Eduardo Azeredo disse que este é um mecanismo do mercado de capitais. Fonte: JB
População desconhece agências reguladorasBRASÍLIA, 9/11/99 – Dois anos depois de criadas pelo Governo para fiscalizar e regulamentar os serviços de telefonia e energia elétrica no País, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda é uma desconhecida para 88% da população brasileira e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para 65%.
Uma pesquisa nacional inédita feita com duas mil pessoas entre 25 de setembro e 3 de outubro pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), mostrou que os consumidores estão pouco familiarizados com estas autarquias.
A pesquisa comprovou que 46% da população definem erradamente estas agências. O Ipespe fez perguntas com o objetivo de avaliar a Aneel. Dos entrevistados que ouviram falar da agência, 81% não sabem corretamente o significado da sigla Aneel. Além disso, 87% não sabem que a sede da autarquia fica em Brasília e 98% desconhecem quem são os diretores da agência reguladora.
O grau de desconhecimento é tanto que 2% dos entrevistados afirmaram que a Aneel é dirigida por uma empresa alemã , o mesmo percentual dos que identificou corretamente o diretor-geral, José Mario Abdo, e o dobro dos que acreditam que a agência seja comandada pelo presidente da República. Após conhecer os dados da pesquisa, o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, decidiu realizar uma campanha institucional que começa a ser divulgada amanhã, em Brasília. Fonte: Agência O Globo (ML)