Mais alguns vexames do incopetente govêrno FHC na área elétrica! O que é mais engraçado é que não se sabe nem como escoar toda essa energia para a região sudeste, que oste …



Mais alguns vexames do incopetente govêrno FHC na área elétrica! O que é mais engraçado é que não se sabe nem como escoar toda essa energia para a região sudeste, que ostenta um risco de racionamento de 20%. Como destruiram o planejamento do setor, todas essas iniciativas, sejam importações de energia, sejam usinas térmicas a gás, causam profundo impacto no sistema de transmissão. Como era de se esperar, nenhum estudo, nenhuma avaliação de custos e impactos sobre preços foi sequer imaginado. É o mercado!
Paraguaios derrubam plano brasileiro de compra de energia

São Paulo, 31 – O Brasil, enredado em intermináveis conflitos comerciais com a Argentina, escapou por pouco de uma grave crise com o Paraguai. Uma desastrada operação de compra de energia, aparentemente restrita a aspectos técnicos, provocou a reação de políticos paraguaios e adiou os planos brasileiros de contar com mais 400 megawatts de Itaipu.


As negociações eram conduzidas pelos governos dos dois países e foram interrompidas na quinta-feira pelas pressões do outro lado da fronteira. Líderes das incontáveis facções do partido Colorado, no poder, e da oposição ao presidente Luis González Macchi imobilizaram os negociadores. A queixa generalizada: o Brasil se adonaria de Itaipu, consumindo toda a energia produzida pela hidrelétrica binacional, e o Paraguai seria mero parceiro formal, sem poder sobre a geração e o controle político da usina. "Esse plano representa a perda da parte paraguaia de Itaipu" diz o senador colorado Diógenes Martinez, ligado ao grupo do ex-presidente Juan Carlos Wasmosy. – Isso é um risco para a soberania nacional. Martinez disputou a candidatura a vice-presidente nas prévias dos colorados para a eleição de 13 de agosto e foi derrotado por Felix Argaña, filho do ex-vice-presidente Luis María Argaña, assassinado em março de 1999. Ele expressa a irritação dos políticos. Aliados e ex-aliados de Macchi, como o candidato a vice-presidente do Partido Liberal Radical Autêntico, Julio Cesar Franco, questionam a tentativa de acordo com o Brasil. Ele e outros concorrentes ao cargo ganharam, no pico da campanha, munição fornecida pelo próprio governo.


A mobilização pelas eleições ampliou o alarde provocado pela intenção do Brasil. Fontes brasileiras do setor de energia admitem que houve barbeiragem comercial e diplomática. O governo teria tentado resolver os problemas internos de abastecimento às custas do parceiro mais pobre do Mercosul. A investida ocorreu no momento em que os candidatos estão em campanha num país sob permanente tensão. A idéia poderia ser tecnicamente razoável, mas politicamente desastrosa. O que o Brasil pretende é catar energia na vizinhança, porque os projetos de novas geradoras são insuficientes para acompanhar o aumento da produção. Dos cerca de 11 mil megawatts produzidos por Itaipu, 95% vêm para o Brasil. O plano armado nos últimos meses previa que o país abocanharia 400 megawatts, quase toda a sobra que fica hoje com o Paraguai. A Grande Assunção, abastecida por Itaipu, passaria a depender da usina de Yacyretá, na fronteira com a Argentina.


O engenheiro Enzo Debernardi, ex-diretor geral de Itaipu pelo lado paraguaio (Brasil e Paraguai têm, cada um, um diretor-geral na binacional), estranha o assédio brasileiro. Debernardi criticou as negociações, em entrevista ao jornal paraguaio ABC Color, na semana passada. Alguns dias depois, avisou que voltaria a ficar calado. "O que o Brasil quer com mais 400 megawatts de energia, quase nada em relação ao que consome?" indaga o senador Martinez, que oferece a resposta com outra pergunta. – O Brasil pretende ser o único a ter direitos sobre Itaipu? Euclides Scalco, o diretor-geral brasileiro de Itaipu, de fora da negociação, anuncia que "cumprirá o que os dois governos decidirem". Na quinta-feira, a assessoria do ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, admitia que a comissão de negociadores do Brasil, formada dia 20 de julho e com reunião marcada para a próxima terça-feira em Assunção, estava em recesso. O Itamaraty acompanhava as conversas e também saiu de cena. O Brasil concluía que precisaria recuar, e o projeto para Itaipu estava a caminho da gaveta. O sinal de que o plano seria mesmo abandonado foi dado na mesma quinta-feira, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que o Brasil importará 3 mil megawatts da Argentina – de um total de 5,4 mil que serão comprados na América do Sul até 2003. A pompa do anúncio pode ter sido ampliada para desfazer as dúvidas dos paraguaios. Fonte: Zero Hora

Energia da Argentina

Brasília, 31 – O Ministério de Minas e Energia divulgou uma outra nota na sexta-feira em que desautoriza a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a divulgar a informação de que o país vai importar mais 3 mil megawatts de energia da Argentina. Na quarta-feira passada, o diretor-geral da agência, José Mário Miranda Abdo, informou que autorizou a empresa Tradener a importar a energia argentina, prevista para entrar no país no final de 2002. A nota afirma que apesar de autorizada pela Aneel, a importação ainda não está acertada, pois precisa de aprovação do ministério. A operação depende da assinatura de contratos de compra e da instalação de sistemas de transmissão e subestações que permitam o transporte da energia. A Aneel não quis se manifestou sobre o assunto. Fonte: Valor Online (Fábia Prates)










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