O povo do Paraná está sendo assaltado à luz do dia, dentro da assembléia legislativa, por uma horda de políticos que só pensam em negócio$. As cenas são grotescas, medievais e as t& …

O povo do Paraná está sendo assaltado à luz do dia, dentro da assembléia legislativa, por uma horda de políticos que só pensam em negócio$. As cenas são grotescas, medievais e as táticas diversionistas dignas de bárbaros. O Paraná pede socorro! O ILUMINA pede aos jornalistas que acessam nossa página, nos consultam e sempre são bem atendidos, que dêem uma atenção especial à esse povo!



Notícias – 16/08/2001

Estudantes montam barricada em frente a Assembléia

Manifestantes querem o adiamento das votações do projeto contrário à privatização da Copel para a próxima segunda-feira


Redação – Folha do Paraná

editorial@bonde.com.br

Curitiba


Vários estudantes estão concentrados em frente a Assembléia Legislativa para protestar contra a realização da sessão de hoje, que vota o projeto de iniciativa popular contra a privatização da Copel.




De acordo com o comando dos estudantes, não há clima para a realização da sessão parlamentar e o clima tenso deve ficar mais calmo até a próxima segunda. Eles esperam também que a votação tenha uma alteração no quadro até o início da próxima semana. A contagem está apertada, já que a oposição tem apenas um voto a menos do grupo favorável à venda da estatal, 26 contra 27.




Os estudantes montaram uma barricada para evitar ferimentos causados num possível choque com o batalhão da Polícia Militar, que faz a segurança da Assembléia. Eles temem um "ato de loucura" do governador Jaime Lerner, que, segundo a liderança do protesto, "poderia rechaçar a manifestação através da violência".




A situação no portão da Assembléia é, agora, um pouco mais calma. Os PMs liberaram o acesso aos deputados e profissionais da imprensa. O tumulto, gerado pela restrição da Casa à entrada de pessoas ao Plenarinho – local onde ocorre a sessão de hoje -, já foi controlado pela polícia, que chegou até a trocar socos e pontapés com alguns deputados.





Notícias – 16/08/2001

Deputados e PMs trocam agressões na Assembléia

Entrada restrita na Assembléia Legislativa causa confusão no início da sessão que votará o projeto de iniciativa popular contra a venda da Copel


Redação – Folha do Paraná

editorial@bonde.com.br

Curitiba


Os policiais militares que bloqueiam a entrada e fazem a segurança da Assembléia Legislativa entraram em choque com alguns deputados, agora há pouco. A entrada no Plenarinho depende de uma senha – medida de controle, instaurada pela presidência da casa para evitar nova invasão – e profissionais da imprensa e até deputados têm dificuldade de acesso.

Assim como os estudantes fizeram ontem, alguns parlamentares sacudem os portões para forçar a passagem. Os deputados José Maria Ferreira (PSDB), Cezar Silvestre (PPS) e Neivo Beraldin (PSDB), chegaram a trocar agressões físicas e verbais com os policiais militares.

Há também intensa manifestação de populares que querem acompanhar a sessão no Plenarinho. A votação deve começar em instantes.






Política – 15/08/2001

Copel: Povo não verá votação do projeto popular

A votação do projeto popular contra a venda da Copel ficou para esta quinta-feira, a partir das 10 horas, sem a presença do público


Redação – Folha do Paraná

editorial@bonde.com.br

Curitiba


Gilson Abreu – Folha do Paraná

Estudantes permanecem no pelnário da Assembléia, mas podem ser despejados



O presidente da mesa diretora da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PTB) decidiu que o público não terá mais acesso à votação do projeto popular contra a venda da Copel. Esta votação deverá acontecer nesta quinta-feira, a partir das 10 horas, no Plenarinho da Assembléia. Com isso, só os deputados e a imprensa teriam acesso à sessão.


A decisão foi tomada, de acordo com Brandão, atendendo a um pedido assinado por 28 deputados. Com isso, evita-se o confronto com os estudantes que permanecem dentro do plenário da Assembléia.


Por outro lado, os deputados contrários à privatização temem que haja uma retirada à força dos manifestantes durante a madrugada. A polícia militar já está de plantão para atender a um chamado do presidente da casa.


Na primeira noite e madrugada da sessão, policiais armados já entraram na assembléia para esvaziar as galerias, mas foram contidos por deputados que ficaram irritados com a permanência de policiais armados na casa. Desta vez, com o adiamento, teme-se que os policiais não respeitem mais os deputados de oposição e promovam o "despejo" dos estudanetes que invadiram o plenário na tarde desta quarta-feira.


A votação está apertada. Pelas contas informais, o governo tem 27 votos, contra 26 dos que são contra a privatização. Caso o deputado Luiz Fernandes Litro não tenha condições de voto, a contagem ficaria empatada. Litro foi internado no hospital com problemas cardíacos depois que foi pressionado pelos dois lados.


Ele deixou o bloco da oposição, não atendeu apelos partidários e posicionou-se a favor da venda. O senador Alvaro Dias viajou de Brasília a Curitiba para reunir-se com Litro e tentar faze-lo seguir a orientação do PSDB para votar contra a privatização. Litro não cedeu. Pela manhã desta quarta-feira, ele passou mal e foi para o hospital.




Política – 16/08/2001

Manifestantes cogitaram invadir Palácio Iguaçu

Estudantes chegaram a planejar invasão durante o tumulto na Assembléia


Dimitri do Valle – Folha do Paraná

editorial@bonde.com.br

Curitiba


Um dos manifestantes que envolveu-se no confronto do início da tarde de ontem tomou o cassetete do policial que o agrediu. Estanislau Boreck Neto, 24 anos, aluno de Filosofia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi atingido nas costas e na barriga. "Ele começou a me dar com a ponta do cassetete na barriga e depois me bateu nas costas. Aí eu puxei das mãos dele", afirmou.

Boreck Neto jogou a arma na calçada da praça em frente à Assembléia. O estudante disse ter perdoado o policial que o atingiu. "Eles (PMs) não são culpados, são trabalhadores oprimidos e explorados, apesar de estarem equivocados. A culpa mora aí em frente, no Palácio Iguaçu, que abriga um governo falido e corrupto."

Os estudantes que tomaram a Assembléia chegaram a planejar a invasão do Palácio Iguaçu. A revelação foi feita por Madson de Oliveira, presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE). "Chegamos a discutir a invasão, mas a prioridade ficou mesmo em entrar na Assembléia, onde estão os deputados submissos às vontades do Palácio."

Segundo o presidente do PC do B no Estado, Milton Alves, os líderes estudantis planejaram há cerca de uma semana a invasão do parlamento. "Não havia outra saída. O jogo bruto do governo, com compra de deputados e polícia proibindo a nossa entrada na Casa, só aguçou mais a indignação de todos."

O coordenador executivo do Fórum Popular Contra a Venda da Copel, Nelton Friedrich, afirmou que a ocupação do plenário representou "a trincheira de resistência popular contra os vendilhões do Paraná". Ele acusou o deputado Hermas Brandão (PTB) de ser um dos responsáveis pelo tumulto. "O deputado atropelou o regimento interno e não quis parar a sessão. Tudo isso poderia ser evitado."






Política – 15/08/2001

Copel: Votação se arrasta na Assembléia Legislativa

Oposição deve amargar derrota no projeto de iniciativa popular; manifestantes suspenderam a já tumultuada sessão


Redação – Folha do Paraná

editorial@bonde.com.br

Curitiba


Mauro Frasson- Folha do Paraná

A sessão foi marcada por discussões, articulações, bate-boca com a polícia e até deputado caindo no chão



O maior projeto de iniciativa popular já votado na Assembléia – que vai contra a terceirização da Copel – deve ser rejeitada no plenário. Depois de 20 horas de discussão, o grupo que se opõe à privatização da estatal deve reunir 25 votos, insuficientes contra os 27 das lideranças a favor da venda.

No entanto, a oposição não cederá e continuará articulando manobras para adiar o processo de venda da Copel. O deputado Tony Garcia ainda deve entrar com um outro recurso, após o encerramento da votação do projeto popular e os deputados também estudam uma maneira de explorar as brechas constitucionais para atrasar a decisão.

A oposição deve entrar com um recurso que questiona a maneira como o presidente da Assembéia, Hermas Brandão, conduziu a sessão e como o projeto popular foi votado. De acordo com a argumentação, a constitucionalidade do projeto de iniciativa popular contra a venda da Copel deveria ser votado em primeira dicussão.

Os deputados também estudam se podem protocolar emendas no projeto, caso haja uma segunda discussão, ainda indefinida.

Estudantes invadiram o plenário e asessão foi suspensa. Os deputados se dirigiram para a sala presidência da Assembléia para definir quando será reiniciada a sessão.


Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *