O conforto pode enganar.

O Dr. Mario Santos nos desculpe mas declarações como essa cristalizam uma percepção errada sobre a nossa garantia que, temos certeza, o presidente do ONS não tem. O “conforto” advindo de estarmos com os reservatórios cheios é efêmero e circunstancial. Em 1997, 4 anos antes do racionamento, o custo marginal médio já ultrapassava o custo marginal de expansão, sinal que o sistema de suprimento passava a depender de São Pedro. Como já enfatizamos aqui conforto energético é questão de crescimento da demanda x crescimento de novas usinas e não crescimento de regime pluviométrico. Se é para premiar alguém, que tal a queda de mercado?






ONS afasta ameaça de apagão por quatro anos (Jornal do Commercio 1/07)



O Brasil vive ‘‘bolha de conforto’’ em termos de suprimento de energia elétrica, o que afasta a possibilidade de racionamento nos próximos quatro anos. A afirmação é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Mário Santos, em palestra no Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef).


‘‘Os reservatórios das hidrelétricas do Nordeste estão em torno de 93% da capacidade de armazenamento e os do Sudeste, com 83%, o que não ocorria nos últimos dez anos’’, afirmou. ‘‘Parece que São Pedro resolveu pedir desculpas pelo racionamento’’, brincou.


Santos disse que a situação ficará mais confortável após a introdução das pequenas usinas do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa).

Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *