ONS diz que NE terá apagão em 2009
Para escapar de um possível apagão em 2009 o Nordeste depende de várias providências do governo, de acordo com o Sr. Mario Santos, presidente do Operador Nacional do Sistema.
O nível aceitável de risco é 5%, mas no NE está em 9,2%, o que significa em torno de 200 MW.
Mario Santos afirma que nos próximos 2 anos não haverá problemas, o que vale também para as outras regiões. A previsão de risco de racionamento no Sul está em 4,3% e no Sudeste/Centro-Oeeste, as projeções mostramrisco de 2,8%, o que é bastante baixo. No Norte, ao contrário a previsão é de 6,2%, o que exige providências imediatas.
Risco de déficit no NE e N, em 2009, está na faixa padrão de 5%, aponta EPE
Avaliação preliminar da entidade é diferente de estudo do ONS que mostra risco acima do patamar considerado aceitável
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, disse nesta sexta-feira, 23 de setembro, que estudos preliminares mostram queo risco de déficit nas regiões Nordeste e Norte, em 2009, está dentro da faixa padrão de 5%, considerada aceitável. O “Planejamento Anual da Operação Energética – Ano 2005”, divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico na última quinta-feira, 20,aponta queo Nordeste temrisco de escassez de9,2%para déficit superior a 1% da carga, enquanto o Norte tem risco de 6,2% para déficit acima de 1% da carga. Sem citar os dados da avaliação preliminar da EPE, Tolmasquim explicou que a divergência entre os dois resultadosocorre em função das metodologias adotadas. Os cenários considerados pelo ONS, acrescentou, não foram os mesmos adotados pela EPE. “O planejamento usa hipóteses que não são as mesmas do operador”, acrescentou Tolmasquim, queparticipou dealmoço-palestra promovido pela Câmara de Comércio Americana do Riode Janeiro. O modelo para este tipo de estudo, chamado Newave, trabalha com 2 mil séries sintéticas e aponta o risco de déficit em função dos cenários traçados, observou o presidente da EPE. “É uma questão de sensibilidade de resultado. Deve-se levar em consideração, por exemplo, as hipóteses de transmissão, com mais restrição de intercâmbio ou menos restrição de intercâmbio”, argumentou. Segundo Tolmasquim, os resultados sobre risco de déficit obtidos pela estatal são parte de uma rodada preliminar de avaliações que farão parte do planodecenal 2006-2015, em elaboração pela EPE e com divulgação prevista para dezembro. Opresidente daEPE fez questão de ressaltar que haverá soluções para uma eventual falta de energia no Nordeste e no Norte daqui a quatro anos. “Mesmo que haja problema localizado no Nordeste em 2009, existe uma série de soluções possíveis de serem adotadas.Há tempo para resolver este problema”, salientou. As soluções para diminuir as chances de déficit, de acordo com Tolmasquim,sãoa entrada em operação das termelétricas Camaçari (BA, 350 MW), Araucária (PR, 480 MW), a regularização da importação de gás natural da Argentina para atender as térmicas Uruguaiana (565 MW) e Garabi (2.023 MW), no Rio Grande do Sul, além dos leilões de usinas “A-3” (com operação prevista num prazo de três anos),entre outras opções. (F.Couto,Agência CanalEnergia)