Vejam bem a "imparcialidade" da nossa imprensa na pergunta marcada em vermelho: "Esse investimento todo não vai atrapalhar a privatização?" Deveria ser ao contrário! Essa privatiza&ccedi …

Vejam bem a "imparcialidade" da nossa imprensa na pergunta marcada em vermelho: "Esse investimento todo não vai atrapalhar a privatização?"


Deveria ser ao contrário! Essa privatização não vai atrapalhar esse investimento? Respondemos: Vai! E muito!


A incompetência, como se sabe, é marca registrada do governo FHC. Não conseguem fazer um plano de racionalização. Só que essa falta de competência vem a calhar, pois seria muito difícil aprovar a venda de FURNAS com um racionamento em vigor.

Furnas: mais energia


Nestes tempos de escassez de energia, Furnas está montando um projeto de investimentos no valor de R$ 16,455 bilhões com previsão de ser implantado em seis anos e o objetivo principal de promover um acréscimo de 6 mil megawatts em sua produção. O projeto está atualmente em análise na Aneel e já foi entregue ao ministro de Minas e Energia, José Jorge, e discutido com o presidente FHC, recentemente. "A receptividade foi boa", contou ontem o presidente de Furnas, Luiz Carlos Santos. A idéia é que Furnas entre com R$ 6,380 bilhões desse total e os parceiros, com o restante, não estando prevista para tanto a captação de recursos nem interna nem externamente. Segundo o presidente de Furnas, a empresa vai usar apenas recursos próprios e alguma dotação orçamentária.


Um dos requisitos do plano já foi, até mesmo, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica esta semana. Trata-se da liberação para a importação de 1.200 megawatts de energia da Argentina e da Bolívia. Santos acrescenta que o Conselho Nacional de Desestatização também deve dar o seu o.k. Resta uma questão: esse investimento todo não vai atrapalhar o processo de privatização de Furnas? "Neste momento, o País precisa urgentemente de energia e a nossa proposta é de expansão; e essa expansão não é limitadora da privatização, muito pelo contrário, vai valorizar fortemente o ativo na hora da venda", explica o presidente da estatal. Para ele, o Brasil não pode dar-se ao luxo de não investir em energia neste momento. "Furnas tem de seguir um modelo semelhante ao da Petrobrás, só que Furnas será privatizada." Estado de São Paulo 7/4



Plano contra racionamento é ‘teórico’


Medidas de racionalização de energia, oficialmente em vigor, ainda dependem de negociações com estados e municípios


BRASÍLIA – A operacionalização de muitas das 33 medidas anunciadas no Plano para Redução de Consumo e Aumento da Oferta, que tem como objetivo evitar um racionamento de energia a partir de junho, ainda não está definida. O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, disse ontem que a maneira de implementá-las ainda está sendo estudada por um grupo executivo da comissão de gerenciamento do plano. Uma alta fonte do governo admitiu que o plano é apenas ïïteórico”, já que, na prática, algumas das alternativas apresentadas demandam negociação com órgãos ambientais e governos estaduais.


Navegar é preciso – É o caso, por exemplo, do aumento da capacidade de geração da usina de Ilha Solteira, a maior hidrelétrica de São Paulo, em 4,9 mil Megawatts (MW) médios, suficientes para atender a quase todo o estado do Rio de Janeiro, com 13,4 milhões de habitantes. A proposta, entretanto, depende do rebaixamento do nível do reservatório em nove metros, o que prejudicaria a navegação no local. Por isso, é preciso negociar com o governo de São Paulo. Dos oito a mil 11 mil MW médios de aumento da capacidade de poupança de energia previstos no plano, a maior utilização de Ilha Solteira equivale a 3% do total da energia armazenada nas usinas do Sudeste e Centro-Oeste.


Outra medida difícil de sair do papel é a utilização plena da usina de Henry Borden, também em Cubatão (SP). O governo espera utilizar 260 MW médios de energia de Henry Borden, o que daria para atender metade da população da cidade do Rio de Janeiro. Para isso, a água da represa de Billings, que abastece a capital, teria que ser bombeada para a usina. E para não comprometer o abastecimento da cidade, seria necessário desviar água do rio Pinheiros para a represa, mas o rio está poluído e há impedimentos na Constituição de São Paulo. O secretário de Energia do Ministério informou que, em caso de emergência, como um racionamento, por exemplo, é possível fazer isso.


Solução importada – Outro ponto ainda em discussão é a importação de energia do Paraguai, que representaria 1,8 mil MW médios, suficientes para atender pouco mais da metade da população do estado de São Paulo, com cerca de 34 milhões de habitantes. Na última quarta-feira, o secretário de Energia informou que a negociação estava sendo feita entre a Eletrobrás e a Ande, empresa equivalente naquele país. O secretário de Energia, Petróleo e Indústria Naval do Rio, Wagner Victer, disse ontem que o plano é ”bom”, mas insuficiente em situações de risco de racionamento, como a que o Brasil está passando agora.


Na versão final do plano, o Ministério de Minas e Energia retirou a meta de se economizar metade do gasto de iluminação pública. Isso porque, para atingir a esse objetivo, seria necessário reduzir a iluminação pública das cidades. ”Eu fui enfático durante a apresentação do plano ao fórum dos secretários de Energia”, disse Victer. Segundo ele, seria impossível fazer isso no Rio de Janeiro, onde as pessoas são assaltadas em seus carros em plena luz do dia. Dessa forma, o governo optou por tentar acelerar o programa Reluz, que prevê a troca da iluminação pública comum por lâmpadas de vapor de sódio. JB 7/4


Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *