Vejam bem no que deu o modelo privado do governo FHC! Aumentos de tarifa nunca dantes vistos e concessões de dinheiro público (BNDES)! Errar é humano, mas persistir no erro é burrice mesmo! …. Não, n …

Vejam bem no que deu o modelo privado do governo FHC! Aumentos de tarifa nunca dantes vistos e concessões de dinheiro público (BNDES)! Errar é humano, mas persistir no erro é burrice mesmo! …. Não, não…. Os burros somos nós, consumidores, que assistimos passivamente esse roubo!


Racionamento fica abaixo da meta na maioria das regiões do País

Números de setembro indicam que a população relaxou na economia de eletricidade




ROBERTO CORDEIRO




BRASÍLIA ­ O balanço do consumo de energia elétrica em setembro indica que a população relaxou na economia de eletricidade. O desempenho nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste ficou abaixo da meta de 20% fixada pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE). A redução dos gastos ficou em 18,6% no Sudeste e Centro-Oeste e em 16,1% no Nordeste. Somente no Norte houve o cumprimento da meta ­ 20,2% de redução do consumo.




"Este resultado já era esperado porque estamos com cinco meses de racionamento", disse um auxiliar do presidente Fernando Henrique Cardoso. "A população começou a economizar energia em maio de forma voluntária." O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou ontem que, apesar do aumento do consumo de luz elétrica, o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas está acima do que era projetado para esta época do ano. No Sudeste e Centro-Oeste, as barragens estão com 20,61% da capacidade de água, ou seja, 4,21 ponto porcentual acima da chamada curva-guia, que serve de parâmetro para acionar o chamado plano B do racionamento, que prevê feriados e apagões.




Enquanto isso, os reservatórios do Nordeste estão com 1,48 ponto porcentual acima daquilo que era previsto pelo governo. Os dados do ONS indicaram que as barragens nordestinas estão com 12,48% de água. O conjunto de reservatórios do Norte chegou a 57,46%, ou 0,30 ponto porcentual acima da margem de segurança indicada na curva-guia.




Chuvas ­ Para técnicos da GCE, nos próximos dez dias será conhecido o impacto das chuvas nas principais bacias do País. Este desempenho poderá compensar a economia menor nas regiões com racionamento. Um integrante da GCE explicou que a economia de 1,4 ponto porcentual abaixo da meta de 20% não teria conseqüências mais graves ao programa de redução dos gastos de energia.


"Isso já era esperado pela equipe da GCE", afirmou. "O importante é que as chuvas começam a ficar mais intensas, e isso terá peso maior no momento em que for preparado o plano para sair do racionamento." Porém, as chuvas mais intensas neste período não indicam que a população deve aumentar os gastos com eletricidade.




Segundo técnicos do ONS, qualquer mudança nas diretrizes dependerá da quantidade de água armazenada nos reservatórios das hidrelétricas. O desempenho no chamado "período molhado" será considerado quando forem feitas as projeções para os meses de estiagem.




O chefe da Divisão de Meteorologia Aplicada do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Expedido Rebelo, disse ontem ao Estado que as chuvas vão ficar mais intensas, nos próximos dez dias, nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste. Segundo Rebelo, deve chover cerca de 80 milímetros, quase a metade projetada para outubro, que é de 180 mm.




"Isso já é um enorme alívio", disse Rebelo. "As chuvas vão atingir especialmente Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás." Para Rebelo, a meteorologia surpreendeu porque houve incidência de chuvas entre julho e setembro, meses de pouca chuva.



Elétricas devem receber compensação

Presidente do BNDES apresenta estudo que propõe reajuste tarifário para repor perdas do programa de racionamento


FERNANDO THOMPSON E SÔNIA CARNEIRO



RIO E BRASÍLIA – O governo vai divulgar nos próximos dias as novas regras tarifárias para o setor elétrico. Hoje, Francisco Gros, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apresenta ao núcleo executivo da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE), em Brasília, uma proposta de recomposição das tarifas das 64 distribuidoras de energia, que segundo cálculos do banco, desde o início do programa e racionamento, já perderam R$ 5,6 bilhões em receitas.


A proposta de Gros prevê a reposição das perdas apenas na data de aniversário dos contratos de concessão, que é anual. Neste caso, para reduzir o tamanho do rombo no caixa das distribuidoras – pelo menos dez já começaram a atrasar o pagamento das faturas de compra de energia que fazem das geradoras – o BNDES propõe criar uma linha especial de financiamento. Esse dinheiro seria emprestado às distribuidoras, que só vão pagar o banco quando receberem o reajuste de suas tarifas.


Condições – Esse financiamento teria condições especiais, com taxas e encargos menores do que os cobrados em outras linhas de crédito. O banco não pode reduzir o valor da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que na semana passada foi fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 10% ao ano. A solução seria diminuir os custos cobrados com o risco e com a remuneração do banco.


A assessoria de imprensa da Câmara de Gestão informa não ter conhecimento sobre se o assunto entrará na pauta da reunião de hoje. Mas admite que a preocupação do ministro Pedro Parente é antiga com a recomposição. A tendência da Câmara é receber a proposta do setor elétrico e encaminhá-la para estudos e somente depois haverá um pronunciamento oficial do ministro Pedro Parente. O ministro entende não ser possível avaliar, hoje, o valor da recomposição na vigência do racionamento. ”Trata-se de um estudo de impacto sobre o custo operacional que só poderá ser calculado após o fim do racionamento”, informou a assessoria de imprensa da GCE.


Mas um integrante da Câmara de Gestão diz que o governo não vai mais ignorar o problema das distribuidoras. ”Por mais problemático que seja anunciar um reajuste de tarifas elétricas, temos que encarar esse problema de frente. Chegou a hora de tomarmos uma decisão”, afirma esse executivo.


Reuniões – Ontem, o tema foi tratado em duas reuniões, em Brasília, integrantes da Advocacia Geral da União (AGU), do ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), discutiam os últimos detalhes técnicos do tema. Entre as dúvidas, estava a necessidade ou não de uma medida provisória (MP) para fixar as novas regras tarifárias. Na AGU, o entendimento é de que a legislação permite à Câmara de Gestão da Crise de Energia o poder de fixar as regras tarifárias do setor.


O tema também foi debatido na reunião do conselho de administração da Petrobras, no Rio. Lá estiveram presentes do ministro de Minas e Energia, José Jorge, do ministro Pedro Parente, presidente da GCE, e de Francisco Gros.


Chuvas darão pequena folga a reservatórios


Roberto Rockmann , De São Paulo


As fortes chuvas que vêm atingindo o Sul e o Sudeste do país e as que estão previstas para os próximos sete dias vão dar mais uma pequena folga às usinas do Sudeste, que abrigam os reservatórios de Furnas, responsáveis pela geração de grande parte da energia consumida pelo país.



No entanto, especialistas alertam que a folga ainda é muito pequena e que a medida mais inteligente e segura seria manter o racionamento em patamares próximos aos de hoje até março do próximo ano. O grande temor entre eles é de que o governo relaxe nas metas, o que poderia provocar uma nova volta do racionamento, o que prejudicaria ainda mais a atividade econômica do país.



"Com essas chuvas, deveremos chegar ao fim de outubro com um ganho entre 1 a 1,5 ponto percentual acima do anteriormente previsto nos reservatórios", afirma Expedito Rebello, do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet).



Hoje os reservatórios do Sudeste estão com seu nível em 20,6% – 4,2% acima da curva de segurança. Essas últimas chuvas deverão aumentar essa folga de segurança em até mais 1,5 ponto percentual. "Os dois próximos meses deverão registrar chuvas significativas em Minas e Bahia, o que recuperará em parte as usinas do Sudeste e Nordeste, mas os níveis ainda são muito preocupantes", diz Rebello.



Nesses próximos dias, deve chover um terço da média do mês, principalmente nesses estados. As chuvas na Bahia podem melhorar um pouco a já complicada situação dos reservatórios nordestinos, que estão a 12,5% de seu nível de armazenamento – apenas 1,5 ponto percentual acima da curva de segurança.



Embora as chuvas devam dar uma folga na curva de segurança, indústria, comércio e residências começam a relaxar suas metas de economia. Em setembro, pela primeira vez desde junho, quando o racionamento foi implementado, a média de redução de consumo no Sudeste e Nordeste ficou abaixo dos 20% determinados pelo governo.



No Nordeste, foi registrada redução de 16% em setembro, enquanto no Sudeste, a economia chegou a 18%. Só a região Norte do país cumpriu a meta de racionamento, economizando 20,2%.



Especialistas na área de energia apontam que a economia deve cair nos próximos meses, com a proximidade do verão. Com temperaturas mais altas, aumenta o uso, por exemplo, do ar-condicionado.


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